Cortar o cabelo, ir ao dentista, esperar a vez, perder um jogo, fazer novos amigos. Situações assim podem ser difíceis para muitas crianças, especialmente quando elas não sabem o que vai acontecer. As histórias sociais são textos curtos, com imagens, que mostram passo a passo uma situação e o que a criança pode fazer nela.
Elas são muito usadas com crianças autistas, mas podem ajudar qualquer criança que se sente insegura diante do novo.
Por que funcionam
Quando a criança já conhece o caminho, o momento tende a ficar mais previsível. A história mostra o que vai acontecer, o que ela pode sentir e o que pode fazer, sem cobrança e num momento tranquilo, antes da situação real.
Como usar
- Leia alguns dias antes. Não espere o dia do corte de cabelo para apresentar a história.
- Repita. Ler várias vezes faz parte. A criança vai antecipando as páginas.
- Converse sobre cada passo. "O que o Tico fez quando sentou na cadeira?" "O que você poderia fazer se o barulho incomodar?"
- Relembre no dia. "Igual ao Tico, lembra?" Uma frase da história pode ser uma âncora na hora.
Como montar uma história social
- Use frases curtas, na primeira pessoa ou com um personagem com quem a criança se identifica.
- Descreva o que acontece, o que as pessoas fazem e o que a criança pode sentir.
- Inclua o que ela pode fazer, em vez de uma lista do que não pode.
- Use imagens reais ou ilustrações claras de cada etapa.
- Termine com algo tranquilizador e verdadeiro: o que acontece depois.
As Histórias Sociais do Tico
No Clube do Tico, as Histórias Sociais do Tico trazem situações ilustradas com o próprio Tico, com sons para tocar e escolhas sobre o que a criança pode fazer se não gostar de alguma parte. A orientação para o adulto é a mesma deste guia: ler alguns dias antes, repetir várias vezes e deixar a criança explorar.
Outras atividades conversam com o mesmo objetivo:
- Vamos Combinar?: combinados e rotina com apoio visual, primeiro e depois, com tempo visível.
- O Que Eu Faço Agora?: pensar em alternativas e consequências antes de agir.
- Conversando com o Tico: praticar trocas de conversa sem exigir fala oral ou contato visual.