Muitos profissionais da infância têm uma relação ambivalente com as telas na sessão. Por um lado, a criança chega motivada pelo tablet. Por outro, existe o receio de que o jogo ocupe o lugar do vínculo e da conversa. O que define se a tela ajuda ou atrapalha é a intenção com que ela entra.
Um roteiro em quatro momentos
1. Escolher pelo objetivo
Antes de abrir o jogo, pergunte: o que quero observar ou praticar hoje? Reconhecimento emocional, espera, memória auditiva, flexibilidade, inferência social? A escolha da atividade vem depois do objetivo, e não o contrário.
2. Jogar junto
Sente ao lado, leia em voz alta quando for preciso e modele a primeira tentativa. O profissional é parte do jogo, e não apenas quem entrega o aparelho.
3. Observar e conversar
- Como a criança reage ao erro? Insiste, desiste, pede ajuda?
- Ela espera a instrução terminar antes de agir?
- Consegue explicar como pensou? ("Que pista te ajudou?" "Como você sabe?")
- Usa o que aprendeu em outra rodada?
4. Registrar e levar para fora da tela
Anote o que observou e combine com a família uma forma de levar a conversa para casa. O jogo é um recorte; o que importa é o que a criança consegue usar no dia a dia.
O que o Clube do Tico oferece para profissionais
- 35 atividades em seis áreas: emoções e autorregulação, atenção e controle inibitório, memória e flexibilidade, escuta e linguagem, habilidades sociais e rotina. Veja todas em Atividades.
- Orientações em cada atividade, com objetivo, como mediar e como levar para o dia a dia.
- Níveis graduais, que permitem ajustar o desafio a cada criança.
- Perfis por criança, com recomendação de usar apelido ou código, e registros de desempenho com relatório em PDF.
- Cinco atividades exclusivas do plano Profissionais: Tico Freia o Impulso, Tico em Foco, Organizando as Histórias, Tico Muda a Regra e Missão do Tico.
Exemplos de uso por área
- Psicologia: Termômetro das Emoções no começo da sessão para abrir a conversa; Detetive Social para trabalhar intenções e mal-entendidos.
- Fonoaudiologia: Escuta Atenta para discriminação auditiva; O que o Tico Falou? para escuta com ruído, com ajustes de ruído e de alternativas feitos pelo adulto.
- Psicopedagogia: Tico em Foco para atenção e compreensão de leitura; Organizando as Histórias para sequência e causa e consequência.
- Terapia ocupacional e educação: Onde fica? para esquema corporal; Vamos Combinar? para rotina com apoio visual.
Os exemplos são sugestões de uso. A condução, a análise e as decisões clínicas ou pedagógicas continuam sendo do profissional.